Mercados nesta quarta, minério, petróleo, JCP do Banrisul, Totvs e da Romi, notícia da Iguatemi e de outras empresas
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)
Os índices futuros em Nova York têm queda nesta quarta-feira. As Bolsas na Ásia fecharam em baixa e na Europa operam no negativo. Os Estados Unidos bombardearam o Irã em retaliação à derrubada de um helicóptero americano. Já o Irã atacou uma base americana no Bahrein. Em âmbito doméstico o mercado repercute a pesquisa da Quaest que mostra Lula liderando com 44% no 2º turno e abrindo vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que tem 38%.
Alemanha (DAX): -0,68%
Londres (FTSE 100): -0,48%
Japão (Nikkei 225): -1,66% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): -0,42% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): -0,64% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: -0,12% (US$ 91,3). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: -1,34% (US$ 61.377)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -2,19% (US$ 4.192)
Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,51% aos 771,5 iuanes (US$ 113,91). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,68% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,76%. Nasdaq futuro caía 1,15%.
Notícias corporativas
Brava (BRAV3) informa que B3 suspendeu prazo de parecer sobre OPA da Ecopetrol
A Brava Energia (BRAV3) recebeu na terça-feira, 9, ofício da B3 informando que, em caráter extraordinário, autorizou a suspensão do prazo de 15 dias previsto no artigo 21 do Regulamento de Listagem do Novo Mercado para a divulgação do parecer fundamentado do conselho de administração da companhia a respeito da Oferta Pública de Aquisição de Ações para aquisição de controle da petroleira, lançada pela Ecopetrol.
A autorização concedida pela B3 decorre das exigências formuladas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM ao edital da Oferta, comunicadas à instituição intermediária da OPA e à Brava em 8 de junho de 2026.
Nos termos da autorização concedida pela B3, o prazo previsto no artigo 21 do Regulamento do Novo Mercado permanecerá suspenso até a publicação de aditamento ao Edital, devendo o parecer ser divulgado com antecedência mínima de 5 dias úteis em relação à data de realização do leilão da OPA.
A Oferta Pública da Ecopetrol visa a compra de 25% das ações da Brava por R$ 23 por ação.
Banrisul anuncia o pagamento de juros sobre o capital
O Banrisul (BRSR6) anunciou que sua diretoria deliberou o pagamento de juros sobre o capital próprio referente ao 2º trimestre de 2026. Será distribuído o valor total de R$ 90 milhões, sendo que o valor bruto unitário por tipo e classe de ação será de R$ 0,22006263 por ação ON, R$ 0,22006263 por ação PNA e R$ 0,22006263 por ação PNB havendo incidência de Imposto de Renda conforme legislação vigente. O pagamento ocorrerá no dia 26 de junho de 2026 a acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade na data de 12 de junho de 2026 (data da declaração), passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros intermediários a partir de 15 de junho de 2026.
Totvs anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio
O conselho de administração da Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), correspondente a R$ 0,18 (dezoito centavos) por ação. O montante total é de R$ 104,3 milhões. Terão direito aos JCP todos os acionistas titulares de ações na data base de 15 de junho de 2026. As negociações de ações, a partir do dia 16 de junho de 2026, inclusive, serão realizadas ex-JCP. O pagamento aos acionistas beneficiários será no dia 10 de julho de 2026, sem incidência de correção monetária.
Romi (ROMI3) anuncia o pagamento de juros sobre o capital
O conselho de administração da Romi (ROMI3) aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP). Esse provento será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício de 2026. O valor bruto é R$ 5.590.244.82, o que corresponde à R$ 0,06 por ação. O valor líquido é de R$ 0,051. A data de corte (data com) será em 15/06/2026. A partir de 16/06/2026, as ações da companhia serão negociadas “ex-juros”. O pagamento será até 31/12/2027.
Iguatemi (IGTI11) anuncia novo programa de recompra de ações
O conselho de administração da Iguatemi (IGTI11) aprovou um novo programa de recompra de ações. A companhia e/ou suas sociedades controladas poderão adquirir até R$ 60.267.824,90 em Units IGTI11, ações ordinárias e/ou ações preferenciais, valor que corresponde, com base na última cotação de fechamento, a aproximadamente 2.451.905 Units IGTI11 (compostas por 2.451.905 ações ordinárias e 4.903.810 ações preferenciais).
O programa vai até 9 de dezembro de 2027.
Segundo a Iguatemi, a recompra tem por objetivo a manutenção das ações em tesouraria para posterior cancelamento e/ou alienação, bem como fazer frente a planos de remuneração baseados em ações da companhia.
Biomm (BIOM3) anuncia projeção de Ebitda em 2026
A Biomm (BIOM3) divulgou o guidance de Ebitda para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026. O Ebitda 2026 (guidance) é de R$ 90 milhões a R$100 milhões.
Segundo a companhia, a projeção foi elaborada considerando pleno ramp-up da planta de Nova Lima, em Minas Gerais; execução dos contratos de PDP vigentes, quais sejam da Glargina (Glargilin®) junto à Biomanguinhos/Fiocuz e da insulina humana junto à Funed; expansão do Glargilin® no mercado privado; taxa de câmbio média para o ano de 2026 considera as projeções da companhia e ausência de eventos extraordinários ou alterações materiais adversas de caráter regulatório ou macroeconômico.
Em 28 de maio o conselho de administração da Biomm aprovou a “adoção voluntária da prática de divulgação de projeções financeiras gerenciais ao mercado (guidance), como instrumento de aprimoramento da comunicação com investidores e de fortalecimento das práticas de governança da companhia”.
Vittia (VITT3) anuncia recompra de ações
O conselho de administração da Vittia (VITT3) aprovou o cancelamento de 4.455.436 ações ordinárias mantidas em tesouraria, adquiridas no âmbito do 5º programa de recompra de ações.
A Vittia informou ainda a criação do 6º programa de recompra de ações ordinárias. A quantidade de ações a ser adquirida estará limitada a 4.500.000 de ações ordinárias representativas de 2,8% do total de ações emitidas pela companhia e de 9,4% do total de ações em circulação no mercado. O programa encerra em 8 junho de 2027.
Fitch afirma ratings ‘AA+(bra)’ da Blau (BLAU3)
A agência de classificação de risco Fitch afirmou na terça-feira, 9, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+(bra)’ da Blau Farmacêutica (BLAU3) e de sua sexta emissão de debêntures quirografárias, com vencimento em 2028. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.
Segundo a agência, o rating da Blau se apoia nos sólidos fundamentos de demanda da indústria farmacêutica e em sua atuação em nichos de produtos de alta complexidade e uso recorrente, o que atenua os riscos de competição, apesar da menor escala frente aos pares.
Ainda de acordo com a Fitch, a companhia também apresenta margens operacionais acima da média da indústria e boa conversão de Ebitda em fluxo de caixa operacional.
A perspectiva estável incorpora a expectativa de manutenção da estrutura de capital conservadora, apesar do forte plano de investimentos nos próximos anos, e de acesso recorrente a fontes de financiamento para suportar o crescimento das operações, destaca a agência em relatório.
Pagam provento nesta quarta, 10:
Metalúrgica Gerdau (GOAU4)
A Metalúrgica Gerdau paga dividendo no valor de R$ 0,08 por ação nesta quarta-feira, 10. A data de corte foi em 13 de maio de 2026. Desde 14 de maio as negociações dessas ações em Bolsa são realizadas ex-direito.
Grendene (GRND3)
A Grendene paga nesta quarta-feira, 10, dividendo no valor de R$ 0,22 aprovado em 02/12/2025. Também paga dividendo no valor de R$ 0,02 aprovado em 7 de maio de 2026. A companhia paga ainda o valor bruto de R$ 0,03 na forma de JCP aprovado em 7 de maio de 2026.
Alupar (ALUP11)
A Alupar paga nesta quarta-feira, 10, o dividendo aprovado na assembleia geral ordinária e extraordinária realizada em 16 de abril de 2026. O montante é de R$ 9,88 milhões e corresponde a R$ 0,01 por ação ordinária (ALUP3); R$ 0,01 por ação preferencial (ALUP4); e a R$ 0,03 por unit (ALUP11). Terão direito ao recebimento desses dividendos acionistas que se encontravam inscritos como tal nos registros da companhia ao final do dia 16 de abril de 2026. Desde 17 de abril as ações passaram a ser negociadas ex-dividendos.
Economia e investimento:
IPCA+ 8%: oportunidade rara ou prenúncio de uma crise fiscal?
A recente escalada nas taxas dos títulos públicos brasileiros colocou investidores em compasso de espera. Com o Tesouro Direto voltando a pagar taxas de juro real próximas e até superiores a 8% ao ano (IPCA+ 8%), o cenário macroeconômico do país passou a ser debatido entre o entusiasmo de quem busca rentabilidade e o temor de quem enxerga a deterioração fiscal.
Para Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o movimento atual é um termômetro do risco Brasil que, na visão de Mendlowicz, já se encontra na faixa vermelha. “A taxa atual traduz a percepção do mercado de que a condução fiscal do país perdeu a previsibilidade. O IPCA+ 8% mede a temperatura e a confiança dos investidores. Quando a desconfiança é grande, o juro fica elevado”, explica o economista.
A raiz do problema, segundo Charles, está na continuidade de uma política focada no aumento do gasto corrente em detrimento de investimentos estruturais. O economista relembra que as promessas em torno do novo arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos sob a premissa de equilibrar as contas, não se sustentaram na prática: “Prometeram que não iam gastar mais do que a arrecadação, que daqui a pouco ia ter até superávit fiscal. No final, era tudo ‘balela’”.
O sócio da Ticker Wealth avalia que com o avanço do endividamento, o custo para rolar a dívida pública tornou-se uma bola de neve. “O governo gastou R$ 1 trilhão com juros da dívida em 2025 e o endividamento não para de subir. Esse dinheiro poderia estar sendo usado em escolas, universidades, hospitais, portos, aeroportos e rodovias”, afirma o Economista Sincero.
Além disso, Mendlowicz pontua que a estratégia de elevar impostos (com 27 aumentos nos últimos anos) já atingiu o limite da Curva de Laffer, resultando em ineficiência e fuga de capital estrangeiro. “Não adianta você aumentar a arrecadação. De nada adianta ‘jogar água’ no balde se o balde está totalmente furado”, compara o economista.
Queda do Ibovespa reflete migração global de investidores
Diante desse cenário turbulento, o Ibovespa engatou uma sequência inédita de oito semanas consecutivas de queda, refletindo a migração global de investidores para ativos mais seguros no exterior. No entanto, para o investidor de renda fixa de longo prazo, travar taxas elevadas em títulos soberanos surge como uma alternativa atrativa, desde que haja forte gerenciamento de risco.
“Para o longo prazo, pode ser uma oportunidade rara, mas taxas muito altas costumam refletir incerteza. Por isso é importante equilibrar entusiasmo e cautela”, observa Mendlowicz, alertando para os perigos do resgate antecipado via marcação a mercado: “No fim, IPCA + 8% é oportunidade e alerta ao mesmo tempo. Portanto, cuidado. Você pode se machucar”.
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