Mercados nesta quinta, minério, petróleo, lucro da Ultrapar e da Rumo, notícia da Vale, Raízen e de outras companhias
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h51)
Alemanha (DAX): +0,12%
Londres (FTSE 100): +0,29%
Japão (Nikkei 225): +1,72% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): +0,64% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): +0,28% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: +1,93% (US$ 82,9). O Brent é referência para a Petrobras.
Petróleo WTI: +2,50% (US$ 76,5)
Bitcoin futuro: +0,03% (US$ 73.635)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +0,64% (US$ 5.167)
Minério de ferro em Dalian (7h50 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,27% a 759 iuanes (US$ 110,04). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h51 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,20% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,04%. Nasdaq futuro caía 0,06%.
Notícias corporativas
Ultrapar (UGPA3) reporta lucro de R$ 256 milhões no 4T25, queda de 71%
A Ultrapar Participações (B3: UGPA3 / NYSE: UGP) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 256 milhões, queda de 71% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).
No acumulado de 2025 o lucro líquido somou R$ 2,54 bilhões, alta de 1% em relação a 2024.
O Ebitda ajustado recorrente somou R$ 1,74 bilhão, alta de 36% na base anual de comparação, com destaque para os melhores resultados da Ipiranga e da Ultragaz e consolidação do resultado da Hidrovias.
Segundo a companhia, o Ebitda ajustado recorrente exclui itens excepcionais ou não recorrentes, oferecendo uma visão mais precisa e consistente do desempenho operacional, evitando distorções causadas por eventos pontuais, sejam positivos ou negativos.
Já o Ebitda ajustado foi de R$ 1,56 bilhão no 4T25, queda de 34% na comparação com o 4T24.
No 4T25, a receita líquida total foi de R$ 37,9 bilhões, alta de 7% em relação ao 4T24.
A Ultrapar também anunciou que planeja investir R$ 2,61 bilhões este ano, dos quais R$ 1,11 bilhão serão em expansão. A Ipiranga vai receber R$ 1,28 bilhão do investimento previsto para o ano. O plano de investimento inclui R$ 270 milhões para a Hidrovias do Brasil (HBSA3).
Rumo (RAIL3) reverte prejuízo e tem lucro líquido de R$ 213 milhões no 4T25
A Rumo (RAIL3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro lucro líquido de R$ 213 milhões. Dessa forma reverte o prejuízo de R$ 259 milhões no mesmo trimestre de 2024 (4T24).
Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 441 milhões no 4T25, alta em relação aos R$ 206 milhões do 4T24.
O Ebitda ajustado somou R$ 1,79 bilhão no 4T25, crescimento de 7,5% na base anual de comparação.
A receita operacional líquida atingiu no 4T25 R$ 3,35 bilhão, queda anual de 3,3%.
Dexco (DXCO3): prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões no 4T25; lucro líquido recorrente foi de R$ 36,4 milhões
A Dexco (DXCO3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões. Dessa forma, reverte o lucro de R$ 22,3 milhões do mesmo trimestre de 2024 (4T24).
Em termos recorrentes, que exclui perdas e ganhos não habituais, a Dexco reportou lucro líquido recorrente de R$ 36,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 83,6 milhões do 4T24.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado por eventos extraordinários de R$ 84,7 milhões, principalmente devido à baixa contábil (impairment) de produtos da Divisão de Revestimentos Cerâmicos, atualmente em reestruturação, além de custos operacionais atípicos.
O Ebitda da companhia totalizou R$ 448,2 milhões, redução de 5,7% na base anual de comparação.
O Ebitda ajustado e recorrente somou R$ 416,4 milhões, expansão de 12% na comparação anual.
A receita consolidada teve leve alta de 1,6%, para R$ 2,01 bilhões no 4T25.
Vale se manifesta sobre ação do MPF e notícia de possível IPO da Vale Base Metals
A Vale (VALE3) se manifestou na véspera sobre a ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). O MPF pede ao Poder Judiciário a suspensão da operação de um trecho de 16 km da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Bom Jesus do Tocantins, no estado do Pará.
A Vale informou que já se manifestou nos autos e que apresentará “oportunamente a sua defesa”. A mineradora destacou que “o tema em questão, por ora, não representa impacto operacional relevante”.
Segundo as investigações do MPF, a Vale estaria operando a via duplicada sem a respectiva Licença de Operação (LO) expedida pelo Ibama e sem ter realizado a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), direito garantido aos povos indígenas afetados. Além da paralisação, o MPF requer a condenação da mineradora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
A Vale também se manifestou na noite de quarta-feira sobre uma matéria da Bloomberg de que a Vale Base Metals busca estar pronta para um possível IPO até meados deste ano. Shaun Usmar, CEO da Vale Base Metals, disse à BNN Bloomberg Television que “a ideia é preparar a empresa para um IPO para os nossos acionistas, o que pretendemos fazer por volta de meados deste ano”.
A Vale esclareceu que vem implementando um conjunto de iniciativas operacionais e estratégicas voltadas à revisão dos ativos da sua subsidiária Vale Base Metals (VBM), com o objetivo de fortalecer a competitividade do portfólio global de mineração da VBM e de posicionar as operações da VBM para criação de valor no longo prazo.
Entre estas iniciativas, conforme o comunicado ao mercado divulgado em 19 de fevereiro de 2026, a VBM assinou um acordo com Exiro Minerals Corporation, Orion Resources Partners, e Canada Growth Fund para a criação de um novo consórcio para o cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba. Em dezembro de 2025, a Vale também informou a assinatura de acordo entre a VBM e a Glencore Canada para avaliar conjuntamente um potencial projeto de desenvolvimento de cobre em uma área já explorada, em suas propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury.
“A captura do valor destas e de outras iniciativas relativas ao portfólio de ativos da VBM e dos projetos operacionais em curso permitiriam à VBM estar melhor preparada para uma potencial oportunidade de transação no mercado de capitais envolvendo a sua estrutura de capital”, explicou a mineradora brasileira.
“Nesse contexto, o diretor presidente da VBM expressou a pretensão de alcançar os resultados das referidas iniciativas antes do esperado, quando então os acionistas de VBM poderão tomar uma decisão a respeito de qualquer potencial transação”, esclareceu a Vale, ressaltando que, nesta data, não estão em curso quaisquer estudos e tampouco há qualquer decisão da administração da Vale ou da VBM envolvendo uma potencial oferta.
PagBank (PAGS34) reporta lucro de R$ 678 milhões no 4T25
O PagBank (PAGS34) registrou lucro líquido recorrente de R$ 678 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), crescimento de 7,4% em relação ao mesmo mesmo trimestre de 2024 (4T24). Na comparação com o terceiro trimestre, o resultado subiu 18,6%.
No acumulado de 2025, o banco digital e empresa de pagamentos teve lucro líquido de R$ 2,36 bilhões, alta de 4,4% em relação a 2024.
A receita líquida do PagBank atingiu R$ 3,5 bilhões, expansão de 12,4% na base anual de comparação.
O retorno sobre patrimônio líquido anualizado (ROAE) ficou em 18,4%, alta de 100 pontos-base frente ao 4T24.
Raízen (RAIZ4) diz que avalia recuperação extrajudicial e aporte de R$ 4 bi
A Raízen (RAIZ4) afirmou que, diante das discussões conduzidas nas últimas semanas com seus acionistas controladores, está avaliando a implementação de uma solução abrangente e definitiva para o fortalecimento de sua estrutura de capital.
A informação consta em um fato relevante enviado ao mercado na noite de quarta-feira, 4.
Segundo a companhia, a proposta atualmente em análise e a ser discutida contempla, entre outras medidas, a contribuição de capital no montante de R$ 4 bilhões (sendo R$ 3,5 bilhões do Grupo Shell e R$ 500 milhões de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, da família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan; e a reestruturação do atual endividamento financeiro.
Segundo a Raízen, a reestruturação do endividamento poderá incluir conversão de parte do endividamento em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente da dívida; e continuidade do processo de simplificação dos negócios, avaliação e venda de ativos não estratégicos, conforme já divulgado ao mercado.
“Nesse contexto, a companhia pretende assegurar um ambiente protegido e ordenado que permita a condução de discussões com seus credores financeiros e a busca de uma solução consensual, a ser eventualmente implementada por meio de uma Recuperação Extrajudicial, se necessária”, afirmou a Raízen no fato relevante.
A companhia destacou ainda que continuará operando normalmente e reforçou o seu compromisso de que as medidas acima mencionadas não impactarão seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação.
Lojas Quero-Quero (LJQQ3) reporta prejuízo no 4T25
A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo líquido de R$ 42,7 milhões. Dessa forma reverte o lucro de R$ 6,3 milhões registrado no mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025 o prejuízo somou R$ 161 milhões.
O Ebitda somou R$ 44,2 milhões no 4T25, queda da 34,9% frente ao 4T24, e R$ 151,5 milhões no ano, redução de 36,1% frente a 2024
A receita operacional líquida atingiu R$ 754 milhões no 4T25, alta de 3,7%.
Divulgam resultado do 4T25 nesta quinta, 5:
Petrobras, Eneva, Lojas Renner, Alupar, Alpargatas, Fleury, 3tentos, Grendene, Tenda, Trisul, Ouro Fino, Viveo – após o fechamento do mercado.
Agenda de provento desta quinta, 5:
Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil paga nesta quinta-feira, 5, os juros sobre capital próprio anunciados em 11 de fevereiro no valor por ação de R$ 0,21. Esses JCP tem como base a posição acionária de 23 de fevereiro de 2026. As ações são negociadas “ex-JCP” desde 24 de fevereiro.
Iguatemi (IGTI11)
A Iguatemi paga nesta quinta-feira, 5, a primeira parcela do dividendo anunciado em 22 de dezembro de 2025. Essa primeira parcela no valor de R$ 0,16 por unit teve data de corte em 19/02/2026.
Irani (RANI3)
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Irani anunciado na segunda-feira, 2 de março, é nesta quinta, 5. As ações serão negociadas ex-dividendo a partir de 6 de março de 2026. O valor total é de R$ 9,58 milhões, correspondente a R$ 0,041575446 por ação ordinária. O pagamento será realizado até 20 de março de 2026.
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