Mercados nesta quarta, repercussão do resultado do Itaú, Prio, Copel e de várias outras companhias

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h38)

A sessão é de altas nas Bolsas pelo mundo e os futuros de ações nos Estados Unidos sobem após o site Axios divulgar que a Casa Branca acredita estar próxima de fechar um acordo com o Irã sobre um memorando de entendimento para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Alemanha (DAX): +2,64% 

Londres (FTSE 100): +2,25%

Japão (Nikkei 225): feriado

China (Xangai Comp.): +1,17% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): +1,22% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -8,43% (US$ 100,5). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: +0,79% (US$ 82.657)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +3,35% (US$ 4.721)

Minério de ferro em Dalian (7h34 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 2,84% a 816 iuanes (US$ 119,47). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h36 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,95% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,84%. Nasdaq futuro subia 1,45%.

Notícias corporativas

Itaú registra lucro de R$ 12,3 bilhões no 1T26, alta anual de 10,4% 

O mercado repercute nesta quarta-feira, 6, o resultado do Itaú (ITUB4). Na avaliação da Genial Investimentos, o Itaú entregou mais um trimestre sólido, com lucro líquido recorrente em linha com suas estimativas. A rentabilidade seguiu avançando no trimestre, com ROE de 24,8%, mantendo ampla vantagem competitiva frente aos principais pares incumbentes. 

O Itaú teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões, alta de 10,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (1T25).

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado ficou em 24,8%, alta de 2,3 p.p em relação ao 1T25.

O crescimento de 9% na comparação anual da carteira de crédito (ex-variação cambial), foi impulsionado pelas linhas de programas governamentais no segmento empresas e, no segmento de pessoas físicas, o destaque foi o crescimento do Crédito Imobiliário (+11,2%), o crescimento em Cartão de Crédito (+8,2%) e o crescimento do Crédito Consignado (+6,1%), especialmente o Consignado Privado, que apresentou aumento de 63% no período.

A margem financeira com clientes cresceu 4,5% na comparação anual, por conta do crescimento da carteira, da maior margem com passivos, além do melhor mix de produtos.

A inadimplência acima de 90 dias encerrou o trimestre em 1,9%, se mantendo estável.

As receitas com serviços e seguros aumentaram 5,3% na comparação anual, impulsionadas pelo aumento das receitas com administração de recursos e volume em bancos de investimento e corretagem. Além disso, no resultado de seguros, o avanço de 17,2% está relacionado com os maiores prêmios ganhos.

As despesas não decorrentes de juros totalizaram R$ 16,2 bilhões, com alta de 4,8%na comparação anual. Esse aumento reflete, principalmente, maiores gastos com Tecnologia, em função do aumento do volume de processamento em nuvem e do desenvolvimento de sistemas, afirmou o banco.

Nas despesas de Pessoal, o aumento é explicado pelos efeitos do acordo coletivo de trabalho e pela maior participação nos resultados, relacionada com a melhor performance financeira do banco.

O índice de eficiência atingiu 34,9% no Brasil, sendo o melhor patamar histórico para um primeiro trimestre. O Itaú encerrou o trimestre com níveis confortáveis de capitalização e liquidez. O índice de capital principal (CET I) atingiu 12% em março de 2026.

Banco Pine (PINE4) reporta lucro de R$ 149,9 milhões no 1T26, alta de 104% no ano

O lucro líquido do Banco Pine (PINE4) atingiu R$ 149,9 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), crescimento de 104% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25). O balanço trimestral foi divulgado nesta quarta-feira, 6.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) alcançou 37,9%, alta de 12,9 p.p. na base anual de comparação, reflexo direto da expansão da margem financeira bruta (+R$ 327 milhões), devido, principalmente, ao crescimento das carteiras e à melhora do mix focada na rota do yield (+41% no ano), à disciplina de custos e à alavancagem operacional. 

No comparativo trimestral, o 1T26 fechou com um crescimento de lucro líquido de 25% em relação ao quarto trimestre de 2025 (4T25) quando desconsiderado o efeito não recorrente do trimestre anterior. 

A expansão da margem líquida foi parcialmente impactada pelo aumento da PDD, decorrente da constituição no período e da antecipação de provisionamento previsto pela metodologia de perda esperada adotada a partir da implementação da Resolução CMN nº 4.966 em janeiro de 2025. 

A Margem Financeira somou R$ 570 milhões no período, aumento de 134% em relação ao mesmo período do ano anterior, devido à maior carteira de crédito e com a execução da estratégia da rota do yield. 

As despesas com provisões, perda esperada e recuperações de créditos, impairments e descontos foram de R$ 209,6 milhões no período, sendo R$ 169,8 milhões alocados para a vertical de Varejo, aumento de 6% comparado com o trimestre anterior. 

Receitas de serviços e tarifas totalizaram R$ 26,2 milhões no 1T26, um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxado, principalmente pelo crescimento da operação de seguros no Varejo. Em relação ao 4T25, a linha apresentou uma queda de 27%, explicada, principalmente pela menor atividade no atacado dada a sazonalidade do período. 

Tenda (TEND3) reporta lucro de R$183,4 milhões no 1T26

A Tenda (TEND3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro de R$183,4 milhões, aumentos de 114,5% e 75,3% quando comparado ao 1T25 e 4T25, respectivamente.

O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 256,7 milhões, alta de 68% na comparação anual.

A companhia reportou recorde histórico na receita líquida trimestral consolidada de R$ 1,184 bilhão, aumentos de 36,9% e 0,3% em relação ao 1T25 e 4T25, respectivamente.

TIM (TIMS3) reporta lucro de R$ 821 milhões no 1T26 

A TIM (TIMS3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido normalizado de R$ 821 milhões, crescimento de 1,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

O Ebitda normalizado da companhia atingiu R$ 3,28 bilhões no 1T26, alta de 6,6% na base anual de comparação. A margem Ebitda foi a 48,3%, leve alta de 0,1 ponto porcentual.

A receita líquida da TIM cresceu 6,5% no trimestre, para R$ 6,80 bilhões no ano.

Banco Bmg (BMGB4) reporta lucro de R$ 147 milhões no 1T26, alta anual de 28% 

O ⁠Banco Bmg (BMGB4) teve no primeiro primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido recorrente de R$ 147 milhões, crescimento de ‌28% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

“O aumento do lucro no 1T26 vs. 1T25 é justificado, principalmente, pela mudança no mix dos ativos refletindo no aumento da margem financeira”, afirmou o banco.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 15,3%, de 12,1% um ano antes, com o presidente-executivo do banco, Felix Cardamone, destacando a evolução dessa métrica.

O índice de inadimplência acima de ​90 dias ficou em 3,7%, redução de 0,4 ponto percentual.

Iguatemi (IGTI11) reporta lucro de R$ 238 milhões no 1T26, alta de 121%

A Iguatemi (IGTI11) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido consolidado de R$ 237,5 milhões, crescimento de 121,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

O EBITDA ajustado(2) consolidado atingiu R$ 405,2 milhões no 1T26, 65,9% acima do 1T25, com margem Ebitda ajustado de 109,9%.

As vendas totais da companhia atingiram R$ 5,7 bilhões no 1T26, o que representa crescimento de 12,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

C&A (CEAB3): lucro ajustado de R$ 8 milhões no 1T26; companhia anuncia recompra de ações

A C&A (CEAB3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido ajustado de R$ 8 milhões, crescimento de 218,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25). Sem ajustes, o lucro foi de R$ 1,7 milhão, queda de 59,1% na base anual de comparação.

O Ebitda ajustado foi de R$ 245 milhões, leve alta de 0,1% em relação ao registrado um ano antes, com a margem passando de 15,2% para 15,1%.

A receita líquida consolidada cresceu 0,5%, para R$ 1,619 bilhão.

A C&A anunciou também um programa de recompra de ações ordinárias de emissão da companhia. Poderão ser recompradas até 10 milhões de ações ordinárias, que representam 4,9% das ações em circulação no mercado. O programa encerra em 8 de novembro de 2027.

Copel (CPLE3) tem lucro líquido de R$ 694 milhões no 1T26, alta anual 

Copel (CPLE3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido reportado de R$ 694 milhões, aumento de 4,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25). Segundo a companhia, esse resultado deve-se principalmente em razão do melhor desempenho operacional. Já o lucro líquido recorrente cresceu 10,7% na mesma base de comparação para R$ 638,9 milhões.

A Copel teve Ebitda de R$ 1,90 bilhão, alta de 9,9% na base anual de comparação. Já o Ebitda Recorrente somou R$ 1,754 bilhão no 1T26, um crescimento de 16,7% frente aos R$ 1,503 bilhão registrados no 1T25.

“Esse resultado reflete a capacidade da companhia de gerar valor de forma consistente, apoiada na solidez de seus ativos e na execução eficiente de sua estratégia operacional e comercial”, afirmou a Copel.

A Receita Operacional Líquida recorrente, excluindo os efeitos IFRS no segmento de transmissão de energia e excluindo VNR, MTM e eventos não recorrentes, totalizou R$ 6,90 bilhões no 1T26, um crescimento de 19,2% em relação aos R$ 5,79 bilhões registrados no 1T25.

Prio reporta lucro líquido de US$ 460 milhões no 1T26, alta anual de 33%

A Prio (PRIO3) teve no primeiro primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de US$ 459,9 milhões, crescimento de 33% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).

O Ebitda ajustado da petroleira atingiu US$ 852,3 milhões, alta de 91% em relação ao 1T25.

Dentre os principais destaques operacionais do trimestre, estão: a produção média da companhia, que atingiu 155,4 kbpd, um aumento de 42% na comparação com o 1T25; o volume de offtakes realizados, representando um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior; e o primeiro óleo de Wahoo.

No cluster Valente, a produção aumentou 4% na comparação com o 4T25, impulsionado pela entrada em operação dos dois primeiros poços produtores de Wahoo, que iniciaram produção em março. Em relação ao 1T25, o volume produzido reduziu em 14%, impactado pelo declínio do campo de Frade.

No campo de Albacora Leste, o volume produzido apresentou um aumento de 21% em relação ao 1T25 e de 5% frente ao 4T25, devido à maior estabilidade operacional do campo.

No cluster Bravo, a produção no 1T26 cresceu 46% em relação ao 1T25 e 7% frente ao 4T25, refletindo a retomada dos poços TBMT-10H e TBMT-4H, após os workovers concluídos em junho de 2025; e a entrada dos poços POL-GY e Well-B, em dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, respectivamente. Em março, o poço OGX-44HP parou em razão da falha na Bomba Centrífuga Submersa (BCS), com retomada da produção prevista para maio.

No campo de Peregrino, o volume produzido no trimestre foi 110% e 43% maior que o 1T25 e 4T25, respectivamente, refletindo a aquisição da participação adicional de 40% e operação em novembro de 2025 e a normalização dos níveis de produção do campo, após a desinterdição do FPSO Peregrino em 17 de outubro de 2025.

Vulcabras (VULC3): lucro cai no 1T26 na base anual de comparação

A Vulcabras (VULC3) teve no primeiro primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 80,1 milhões, queda de 24,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25). O lucro recorrente caiu 18,9% na mesma base de comparação.

O Ebitda recorrente foi de R$ 156,9 milhões no 1T26, alta de 11,8% em relação ao 1T25. A margem Ebitda recorrente ficou em 20,2%, alta de 0,2 ponto percentual.

A Vulcabras é dona das marcas Olympikus, Mizuno e Under Armour no Brasil.

Prio (PRIO3) anuncia novo diretor de operações

A Prio (PRIO3) informou que Francisco Francilmar Fernandes renunciou ao cargo de diretor de operações, por motivos de natureza pessoal e familiar que demandam sua dedicação integral.

O conselho de administração elegeu Jean Carlos Calvi para o cargo de diretor de operações. Jean ingressou na Prio em 2016. Segundo a petroleira, ele foi o principal responsável pela implementação de diversos projetos “transformacionais como as perfurações de Polvo em 2018, tieback de Tubarão Martelo em 2021, perfurações de Frade em 2022 e o recente tie-back de Wahoo”.

GPA (PCAR3) celebra nova versão do plano de recuperação extrajudicial com credores 

O GPA (PCAR3) informou na noite des terça-feira, 5, que celebrou nova versão do seu plano de recuperação extrajudicial com credores representando 57,49% dos créditos sujeitos, cujo valor total é de R$ 4,568 bilhões.

O plano contou com a aprovação unânime do conselho de administração e será protocolado perante o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo para homologação.

O plano permitirá uma solução estruturada para os desafios financeiros da companhia, endereçando simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo, afirmou o GPA em um fato relevante.

Entre outras medidas de recuperação, o plano contempla a reestruturação dos créditos sujeitos em debêntures conversíveis no valor de até R$ 1,1 bilhão.

O plano prevê ainda novo financiamento para a companhia no valor total de até R$ 200 milhões, a ser integralmente realizado por credores sujeitos ao plano de recuperação extrajudicial que desejem conceder novos recursos à companhia. Como resultado dessas medidas, o plano de recuperação extrajudicial proporcionará liquidez relevante e reduzirá em mais de R$ 4 bilhões os desembolsos a serem realizados pela companhia nos próximos dois anos, aliviando o fluxo de caixa no período.

“Trata-se de um passo essencial para melhorar o perfil de endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo em que preserva o relacionamento com os fornecedores e protege as operações de suas lojas, que seguirão funcionando normalmente”, destacou o GPA.

Divulgam resultado do 1T26 nesta quarta, 6:

Antes da abertura do mercado: Klabin

Após o fechamento do mercado: Bradesco, Taesa, Axia, Aura, Ultrapar, Totvs, Auren, Smartfit, Brava, Frasle, Cogna, Guararapes, Dexco, Intelbras, Mahle Metal Leve, Vamos, Minerva, Moura Dubeaux, Mills, Lavvi, Dimed, Valid, Anima, Profarma, Estapar, CSU Digital, Espaçolaser.

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