Mercados nesta terça, minério, petróleo, lucro da Itaúsa, repercussão do resultado da Petrobras, notícia da Copasa, Multiplan e de outras companhias
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h40)
Alemanha (DAX): -1,02%
Londres (FTSE 100): -0,43%
Japão (Nikkei 225): +0,44% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): -0,25% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): -0,22% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: +2,74% (US$ 107,1). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: -1,47% (US$ 80.852)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,37% (US$ 4.711)
Minério de ferro em Dalian (7h34 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,98% a 812,5 iuanes (US$ 119,57). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h39 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,10% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,33%. Nasdaq futuro caía 0,67%.
Notícias corporativas
Petrobras reporta lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no 1T26, queda anual de 7,2%
O mercado repercute nesta terça-feira, 12, o resultado da Petrobras no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Para a Genial Investimentos, a Petrobras entregou um resultado operacionalmente forte no 1T26, ainda que os números consolidados não reflitam integralmente o ambiente significativamente mais favorável para o petróleo observado ao longo do trimestre. Para seus analistas, o segundo trimestre (2T26) tende a apresentar números mais fortes tanto em receita quanto em geração de caixa e dividendos.
Para a XP, apesar de terem aumentado sequencialmente (+7,3% na base trimestral), o Ebitda ajustado de US$ 11,7 bilhões ficou abaixo das suas estimativas e do consenso. O lucro líquido ficou praticamente em linha com as estimativas da casa.
A Petrobras divulgou que teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 32,6 bilhões, queda de 7,2% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).
O Ebitda ajustado da estatal caiu 2,4% no 1T26, para R$ 59,6 bilhões. Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda ajustado caiu 1%, para R$ 61,7 bilhões.
A receita de vendas atingiu R$ 123,6 bilhões no trimestre, alta de 0,4%, ante a receita de R$ 123,14 bilhões do mesmo intervalo de 2025.
A Petrobras explicou que o aumento recente dos preços ainda não foram percebidos devido à lógica de precificação de exportações. A elevação nos preços do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio estará refletida nas exportações do 2T26, afirmou a estatal.
“Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026, mantendo a forte geração de caixa com Fluxo de Caixa Operacional de US$ 8,4 bilhões, sustentado pela excelente performance dos nossos ativos e por recordes de produção de óleo e gás. Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor”, afirmou Fernando Melgarejo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
Itaúsa reporta lucro recorrente de R$ 4,49 bi no 1T26, alta de 17% no ano; holding anuncia recompra de ações
A Itaúsa (ITSA4) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido recorrente de R$ 4,49 bilhões, alta de 17% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).
No 1T26 o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) recorrente alcançou 20,1%, aumento de 2,7 p.p. em relação ao 1T25. “Esse resultado reflete, a evolução dos resultados do Itaú Unibanco (+11%) e o bom desempenho das investidas do setor não financeiro (+76%)”, afirma Alfredo Setubal, presidente da holding, na mensagem da administração.
O conselho de administração da Itaúsa aprovou um programa de recompra de ações de sua emissão para utilização no âmbito do Plano de Incentivos de Longo Prazo e/ou permanência em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social. A companhia está autorizada a adquirir, no período de 13.05.2026 a 13.11.2027, até 5 milhões de ações preferenciais, competindo à diretoria da Itaúsa definir a oportunidade e a quantidade de ações a ser efetivamente adquirida, dentro de prazo e limite estabelecidos.
Copasa: governo mineiro recebe informações relativas às instituições qualificadas como potenciais investidores de referência
A Copasa (CSMG3) recebeu de seu acionista controlador, o governo do Estado de Minas Gerais, ofício informando sobre a conclusão da etapa prévia do processo de seleção do investidor de referência, realizada no âmbito do processo de seleção do investidor de referência para a potencial oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão da companhia, de titularidade do Estado de Minas Gerais.
O prazo para participação dos potenciais investidores de referência no processo de pré-qualificação, conduzido pela B3, encerrou-se em 8 de maio de 2026.
O governo mineiro recebeu da B3 as informações relativas às instituições qualificadas como potenciais investidores de referência.
O governo de Minas Gerais informou, ainda, que, neste momento, não há prazo definido para o eventual lançamento da oferta de privatização.
Magnólia estuda alternativas e estruturas para eventual saída do bloco de controle da Espaçolaser (ESPA3)
O Magnólia Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, acionista integrante do bloco de controle da MPM Corpóreos – Espaçolaser (ESPA3), está conduzindo estudos, juntamente com assessores especializados, relacionados a alternativas e estruturas para sua eventual saída do bloco de controle da MPM. A informação consta em um fato relevante da MPM enviado ao mercado na noite desta segunda-feira, 11.
A MPM Corpóreos divulgou que, diante disso, serão iniciados os procedimentos para obtenção antecipada de consentimentos e anuências que serão necessários às companhias na hipótese de concretização do potencial evento.
“Esclarece-se que, conforme informado pelo Magnólia, ainda não há uma decisão a respeito do potencial evento, e a sua eventual implementação permanece condicionada à verificação de diversos fatores, incluindo, sem limitação, a definição de sua estrutura final e de seus termos e condições, e, conforme aplicável, a obtenção das aprovações cabíveis”, explicou a MPM.
Hapvida reporta prejuízo no 1T26; resultado ajustado aponta lucro de R$ 244 milhões
A Hapvida (HAPV3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo de R$ 154,3 milhões. Dessa forma a companhia reverte o lucro líquido de R$ 54,3 milhões registrado no trimestre de 2025 (1T25).
No conceito ajustado, a Hapvida reportou lucro líquido de R$ 244 milhões no 1T26, queda de 41,4% na base anual de comparação.
O Ebitda ajustado teve redução de 20% para R$ 803,3 milhões.
A receita líquida atingiu R$ 7,89 bilhões no 1T26, expansão de 5,2% em relação ao 1T26.
Petrobras anuncia pagamento de R$ 9,03 bilhões em proventos. Veja os detalhes:
A Petrobras informou na segunda-feira, 11, que seu conselho de administração, em reunião realizada hoje, aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 9,03 bilhões, equivalente a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 31 de março de 2026.
Para os detentores de ações de emissão da Petrobras negociadas na B3, a data base será em 1º de junho de 2026. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos a partir de 2 de junho de 2026.
Os proventos serão pagos em duas parcelas nos meses de agosto e setembro de 2026, da seguinte forma:
Valor a ser pago: R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação, sendo que: (i) a primeira parcela, no valor de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de agosto de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio; (ii) a segunda parcela, no valor de R$ 0, 35048636 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 21 de setembro de 2026, integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio.
Importante ressaltar que esses proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser aprovada na Assembleia Geral Ordinária de 2027 relativa ao exercício de 2026. Para o cálculo do desconto, os valores de cada parcela serão reajustados pela taxa Selic desde as datas dos pagamentos até o encerramento do exercício social corrente.
Para os detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 3 de junho de 2026 e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 27 de agosto e de 28 de setembro de 2026.
Prejuízo da Natura (NATU3) cresce para R$ 445 milhões no 1T26
A Natura (NATU3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo líquido de R$ 445 milhões, comparado ao prejuízo de R$ 50 milhões das operações continuadas no mesmo período do ano anterior (1T25).
Segundo a companhia, a piora de R$ 395 milhões na base anual deve-se principalmente à queda de R$ 307 milhões no EBIT (sendo R$ -221 milhões referentes ao impacto das despesas extraordinárias), refletindo a pressão sobre a rentabilidade, bem como à deterioração dos resultados financeiros. “Estes últimos refletem, principalmente, as perdas com hedge da dívida em dólares, que foram parcialmente compensadas por menores despesas com imposto de renda”, destacou a Natura.
O Ebitda somou R$ 346 milhões, queda anual de 46,8% com margem de 7,3%. Segundo a Natura, essa contração de -790 bps ano/ano se deve principalmente a despesas extraordinárias em meio à reorganização, que representaram -470 bps da receita líquida, ou cerca de R$ -221 milhões.
A receita líquida atingiu R$ 4,74 bilhões no 1T26, queda de -7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Natura explicou que o desempenho continuou pressionado pelas receitas mais fracas no Brasil e pelos impactos persistentes (embora em lenta recuperação) nas operações da Argentina, mais do que compensando a sólida recuperação na Hispana ex-Argentina.
A dívida líquida totalizou R$ 4,0 bilhões no 1T-26, aumento sequencial de R$ 565 milhões, explicado principalmente por desembolsos não recorrentes como pagamentos de ~R$ 240 milhões rescisões decorrentes da reorganização, despesas remanescentes de ~R$90 milhões do processo de simplificação da Companhia e o pagamento de R$367 milhões do acordo judicial com a Chapman, que foram parcialmente compensados pela entrada de caixa proveniente da venda da Avon Rússia. O índice de alavancagem atingiu 2,11x, um aumento em relação ao nível do 4T-25, impactado pelo consumo de caixa e pelo Ebitda reduzido registrado no 1T26.
MRV&Co reporta prejuízo menor no 1T26; MRV tem lucro ajustado de R$ 132,8 milhões
A MRV&Co (MRVE3), que reúne a MRV, Urba, Luggo e Resia, teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) prejuízo líquido consolidado de R$ 77,6 milhões, 78% menor na comparação com o mesmo período de 2025 (1T25).
Em termos ajustado (que exclui instrumentos financeiros sem efeito direto no caixa), o prejuízo foi de R$ 14,4 milhões, 94,5% menor na comparação com o 1T25.
A receita líquida consolidada somou R$ 2,77 bilhões, expansão de 21,6% na base anual de comparação.
Considerando apenas a MRV, o braço de incorporação da MRV&Co, o lucro ajustado atribuível aos acionistas foi de R$ 132,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 640,4% em comparação com o mesmo período de 2025, com receita líquida de R$ 2,56 bilhões, aumento de 17,6% e Ebitda de R$ 476 milhões no período, alta de 38,5% ante o primeiro trimestre do ano anterior.
Direcional (DIRR3) reporta lucro líquido de R$ 213,2 milhões no 1T26, alta anual de 29,6%
A Direcional (DIRR3) teve no primeiro trimestre de 2026 (1T26) lucro líquido de R$ 213,2 milhões no primeiro trimestre, alta de 29,6% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (1T25).
O Ebitda da construtora foi de R$ 315 milhões no 1T26, crescimento de 47% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
No 1T26 a receita líquida da Direcional teve expansão de 30,2% na comparação com o 1T25, para R$ 1,164 bilhão.
Grupo SBF (SBFG3): lucro tem leve alta no 1T26
O Grupo SBF (SBFG3) reportou lucro líquido ajustado (ex-IFRS) de R$ 78,7 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), crescimento de 6,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (1T25).
Sem ajustes, o lucro líquido foi de R$ 74,2 milhões, alta de 10,2% na base anual de comparação.
O Ebitda foi de R$ 230,8 milhões, alta anual de 2,7%. Já o Ebitda ajustado (ex-IFRS) totalizou R$ 144 milhões, em linha com o patamar do 1T25, em função principalmente do incremento nas despesas com royalties atrelados ao maior volume de mercadorias recebidas a partir do 2S25, (ii) aos novos clubes patrocinados por Fisia e à mensalização mais linear das despesas de patrocínio do Corinthians em comparação com o ano anterior. Dessa forma, a margem Ebitda atingiu 8,1%, representando uma compressão de 1,2 p.p. comparada ao 1T25.
No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida consolidada do Grupo SBF cresceu 14,9% em comparação com o 1T25, totalizando R$ 1,8 bilhão.
A companhia, dona da Centauro e Físia, encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 1,1 bilhão, alta de 142% em relação ao 1T25. O aumento reflete a maior necessidade de capital de giro para sustentar o ritmo mais acelerado de crescimento e o estoque destinado à preparação para a Copa do Mundo, explicou o Grupo SBF.
A alavancagem encerrou o trimestre em 1,6 x Ebitda (ex-IFRS), +0,98x em comparação com março/2025, período em que a companhia ainda não havia intensificado seu ciclo de investimentos.
Suzano (SUZB3) divulga estimativas de dívida líquida e alavancagem
A Suzano (SUZB3) informou nesta segunda-feira, 11, que suas metas de dívida líquida e alavancagem em dólar (USD) são de, respectivamente, US$ 11 bilhões e abaixo de 2,5x, com expectativa de atingimento ao longo dos exercícios sociais de 2027 e 2028.
O índice de alavancagem é medido pela relação entre dívida líquida sobre Ebtida Ajustado realizado nos 12 meses anteriores ao período de apuração.
A Suzano divulgou que essas estimativas têm por premissa o câmbio (USD/BRL) médio de R$5,17 para 2026, R$5,25 para 2027 e R$ 5,28 para 2028 em termos nominais.
A Suzano divulgou também que sua estimativa de custo caixa de produção de celulose — desconsiderando os efeitos das paradas programadas para manutenção — para o segundo trimestre de 2026 está prevista entre R$830 por tonelada e R$840 por tonelada (aproximadamente de 3% a 5% de aumento em relação ao primeiro trimestre de 2026). Tal estimativa tem por premissa o câmbio (USD/BRL) médio do trimestre em R$5,00 e preço do petróleo Brent (ICE Brent Crude) em US$87 por barril.
Na perspectiva da média anual 2026, a companhia estima que esse indicador fique em torno de R$800 por tonelada, considerando premissa de câmbio médio de R$5,07 e Brent de US$84 por barril para o ano completo de 2026.
Multiplan (MULT3) anuncia intenção de venda de 9,33% do Park Shopping Barigüi
A Multiplan (MULT3) assinou um Memorando de Entendimentos (MOU) para a venda de 9,33% de participação do Park Shopping Barigüi ao preço de R$ 250 milhões, nas seguintes condições: 50% do valor no closing da operação e 50% em 18 meses após o closing. O shopping fica em Curitiba.
Os valores serão corrigidos pelo IPCA a partir da assinatura dos documentos definitivos.
Divulgam resultado do 1T26 nesta terça, 12:
Após o fechamento do mercado: Cury, Mitre, Dasa, Bemobi, Desktop, Cruzeiro do Sul, Armac, Brisanet, Marisa, Viveo, Enjoei, Aeris.
Pagam provento nesta terça, 12:
Brisanet (BRST3)
A Brisanet paga nesta terça-feira, 12, os JCP anunciados em dezembro de 2025 no valor líquido de R$ 0,03 por ação ordinária. Tem direito acionistas que estiverem inscritos nos registros da companhia em 19 de dezembro de 2025, passando as ações a serem negociadas “ex-JCP” a partir de 22 de dezembro de 2025.
Whirlpool (WHRL4)
A Whirlpool paga nesta terça, 12, dividendos intermediários no valor de R$ 0,03 por ação ordinária e R$ 0,04 por ação preferencial. Tem direito aos dividendos as pessoas inscritas como acionistas da companhia na segunda, 27 de abril. As ações são negociadas “ex-dividendos” desde 28 de abril.
Ecorodovias (ECOR3)
A data de corte para ter direito ao dividendo da Ecorodovias anunciado em 7 de maio, é nesta terça, 12. A partir de quarta, 13, as ações serão negociadas ex-dividendo. O pagamento será realizado a partir de 12 de junho de 2026 no valor de R$ 0,30 por ação.
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